5 de maio de 2007

Eleições Francesas VI

Adolfo Mesquita Nunes sobre Segolene Royal

"Neo-Machismo

Se a Sr.ª Royal fosse de direita, não escaparia aos epítetos de tiazorra sem nada da cabeça que não banalidades. Mas como é o socialismo que lhe enforma as vacuidades e lhe abrilhanta o gloss, ai Jesus que ninguém lhe pode tocar ou dizer que o rei (ou a rainha) vai nu.

Reconhecer que a candidata socialista está manifestamente mal preparada para gerir os destinos de um país como a França ou realçar que todas as suas consecutivas gaffes não podem ser meras coincidências tornou-se, subitamente, num acto machista. Atacam-se as parcas medidas que a candidata apresenta e logo somos apedrejados com epítetos que nem o Zézé Camarinha deve ainda ter ouvido.

E que giro é vê-los assobiar para o ar, Sarkozy incluido, de cada vez que a Sr.ª Royal diz barbaridades, numa espécie de compromisso colectivo de não dizer a verdade sobre a manifesta incapacidade de Royal."

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