21 de julho de 2007

Partido do Estado e o futuro do CDS


"Ora, um ponto central da exposição do Prof. Medina Carreira é que existe hoje em Portugal
aquilo que ele denomina um "Partido do Estado" – os 55% da população que vive do
Orçamento Geral do Estado (OGE): funcionários públicos, pensionistas, subsidiados e
familiares destes três). Esta gigantesca rede clientelar opor-se-á compreensivelmente às
reformas necessárias ao saneamento financeiro do Estado ou fará tudo para as travar –
mesmo eleitoralmente, claro. Por esta razão, os dois partidos de vocação maioritária (PS e
PSD) estarão praticamente impossibilitados de defender a radicalidade da necessária
reforma do Estado ante a inevitável crise financeira. Defender essa reforma, implicando
alienar uma parte enorme do denominado "Partido do Estado", é um preço demasiado alto:
ambos os partidos recearão entregar a representação do "Partido do Estado" ao adversário
."

"O CDS dever-se-ia assumir como o partido da sociedade civil (por oposição ao
"partido do Estado"), da redução da despesa pública e da safety net (por oposição ao
welfare state). O CDS dirigir-se-ia, assumidamente, aos 45% da sociedade portuguesa que
não pertence ao "partido do Estado" e que será a mais prejudicada pela crise nacional que
se avizinha"
Luis Aguiar Santos, na Causa Liberal, VIA INSURGENTE

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