19 de maio de 2009

Educação Sexual Obrigatória? Não obrigado.

Numa altura em que se discute de novo o incremento da “Educação Sexual nas Escolas” ( com a distribuição gratuita de preservativos a adolescentes) o triste caso de Espinho aparece para chocar e, talvez, fazer repensar porque sucedem estas misérias. Pessoalmente o conceito de “educação sexual” soa-me a “sovietismo” e intromissão na vida intima das famílias. Admito – e de todo não me diz respeito – que as famílias dêem aos filhos a educação sexual que bem entenderem. Já me choca esta imposição do estado sanitário. O caso desta professora desbocada e grosseira tenderá a multiplicar-se e a cobrir de ridículo a nossa escola Pós-Moderna.

3 comentários:

Daniel Rodrigues disse...

A educação é na sua maioria baseada e fundada na familia. No entanto, a escola é o educador complementar insubstituível e indispensável. Não quero desvalorizar o papel da família na educação dos seus, pelo contrário, penso que a familia é o grande pilar da educação.
No entanto, existem famílias desestruturadas, famílias sem capacidade para educar do melhor modo, ou com crenças e valores pouco saudáveis. Existem famílias, mesmo nos tempos de hoje, com pudor em falar de sexo e/ou sexualidade aos seus filhos, e não são poucas mas sim a maioria.
Tendo em conta estes aspectos, como podemos dizer não À Educação Sexual nas Escolas?

O facto de uma professora ter tido uma atitude no minimo questionável não pode ser argumento para defraudar a Educação Sexual.

Falta formação de professores? Provavelmente falta.

Falta iniciativa de professores?
Talvez.

Falta esclarecer em que moldes deve ocorrer a Educação Sexual e quais os seus objectivos fundamentais?
Sim.

No entanto, penso que é fundamental iniciarmos a educação sexual nas escolas e seria uma irresponsabilidade não o fazermos. Portugal continua a registar um dos mais altos indices de gravidez na adolescencia! Isto tem de ser alterado.

Podemos discutir como, mas não podemos discutir a indispensável educação sexual.

Cumprimentos

MANUEL HENRIQUES disse...

Olá Daniel

Agradeço o teu comentário.
Eu acima de tudo não confundo "educação sexual" com "educação reprodutiva". Tenho 30 anos, passei pelo liceu há pouco mais de 14 e já no meu tempo a escola dispensáva-nos o essencial sobre este assunto.
Compreendo e aceito o caso das familias desestruturadas. Mas para mim pesa mais a autonomia das familias na escolha do tipo de educação que pretendem para os filhos. Acima de tudo parece-me abusivo o estado forçar esta educação quando as familias não o pretendam. Pior: o estado quer fazê-lo, até, nos colegios privados, ao arrepio de mais elementares liberdades individuais.
Também não me deixo convencer com a gravidez precoce. O reino unido é o país com a educação sexual mais "consistente" e também é líder na pouco honrosa classificação do nº de casos de gravidez precoce.

A minha posição é simples, e diria, agnóstica sobre este assunto: mão deve o estado forçar o que as familias não querem ou não precisam. Cada familia sua sentença.

Cumprimentos

Daniel Rodrigues disse...

Respeito a opinião. Mas não consigo concebê-la.

Cumprimentos!