19 de maio de 2009

Para onde vai o MRCCS?


Mas afinal o que se passa com o Movimento? Não podemos esconder que os últimos 4 anos foram de desagregação. Chefiados durante 10 anos - diria com sucesso - por um líder carismático , o desgaste pela não conquista dos seus objectivos politicos imediatos e pela falta de "fair-play" na luta eleitoral conduzem-no a um beco sem saída.

Diz-se que o Movimento I ( de LP) terá dificuldades em ir às urnas dadas as divisões conhecidas. Por ora LP e o seu círculo não abre o jogo. Já o Movimento II (a ala histórica e mais radical), critica publicamente LP mas também não passa das palavras aos actos: se sentem enganados porque continuaram na Junta estes 4 anos ?

Eu percebo o fracasso do Movimento na Junta. Não está na sua génese governar. Nem tão pouco disputar eleições com partidos politicos. E, como conclusão lógica, encaixar criticas.

A melhor estratégia para o Movimento será necessárimente não concorrer às eleições. Temo que ao fazê-lo caia numa estratégia suicida de colocar canenses contra canenses, sem que desta vez tenha base social de apoio para estas campanhas, passe o eufemismo, "aguerridas" como em 2005.

Como já defendi no Canas em Peso o Movimento para continuar a ter relevo deve ter a lucidez de se abster de entrar numa luta que não é dele e, muito menos virar-se contra as novas dinâmicas daqueles que sempre foram a sua base de apoio. Radicalismos fora de época além de extemporâneos podem ser o toque de finados de uma luta que se recorda com saudade.

O papel do Movimento como porta-estandarte do progresso e desenvolvimento da Vila de Canas só é viável num contexto supra-partidário. Isto implica uma renovação de quadros. Para já não se vislumbra como isto pode ser feito sem uma viragem de 180 graus na postura. A prova mais evidente do desnorte é o silêncio e os comentários anónimos na blogosfera.

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