20 de abril de 2011

O OBSERVADOR: Um País à Rasca



(Publicado na Edição nº148 do Jornal Canas de Senhorim)






Tão cedo os portugueses não esquecerão 12 de Março de 2011. Uma manifestação que inicialmente se destinava a fazer um protesto contra a precariedade da situação laboral da geração sub-35, foi aproveitada, por muitos portugueses, para um sonoro grito de revolta contra o impasse que o país atravessa. Décadas de mau governo, agravados pela cegueira dos últimos 6 anos levaram muita gente a aderir a este movimento.
E como dar a volta a isto? Arranjar um bom governo, credível, é o primeiro passo para sairmos do actual atoleiro. Um governo que promova a verdade e que seja confiável para os cidadãos. Um governo que os cidadãos possam reputar de honesto e probo, para de forma cívica e ordeira aceitarem os sacrifícios sem o actual desprezo que nutrem por quem lhos propõem.
Mas os cidadãos – inclusive os da “geração à rasca” – também não se podem alhear das suas responsabilidades próprias. Votar em políticos de má reputação é também uma causa desta crise. A infantilização da juventude, reflectida na escolha leviana de cursos/saídas profissionais é também uma causa desta crise. A “adesão” das famílias a uma cultura consumista – a cultura do tu mereces – desprezando uma mentalidade de trabalho, poupança e sacrifício (qualidades fora de moda), é também causa da crise.
No caso da “geração à rasca” um dos grandes motivos de desencanto é a desadequação entre a formação académica duramente obtida e as saídas profissionais para milhares de jovens licenciados e pós-graduados. Mas é um problema de difícil resolução. Ou porque a formação superior não vai de encontro ao que o país precisa. Ou porque também não se pode exigir ao Estado que seja um empregador universal. Com a economia estagnada o sector privado também não será solução para muita gente.
A época é de grande provação e exige da nossa parte formas diferentes de lidar com os problemas. Renovar votos de frugalidade, praticar e educar para a poupança, retomar os valores de comunidade e solidariedade poderão ser um forte antídoto para vencer esta provação.
O momento é grave mas a tenacidade dos portugueses, e a sua capacidade de se adaptarem às situações difíceis, permitirá que construamos um futuro mais próspero.


Para qualquer dúvida, esclarecimento ou sugestão agradeço o contacto para mahenriques@sapo.pt

6 comentários:

Anónimo disse...

pois não, mas isso é válido para os que lá estiveram e é valido para que não deixem de lutar contra os batoteiros do sistema, aqueles que nas instituições nos concursos (quando os há) de recrutamento colocam fatores de selecção (tipo alfaiate quando faz um fato) adquados a um concorrente especifico.

Anónimo disse...

conhece o sistema.

Anónimo disse...

Deve conhecer o sistema politico de Canas!ou talvez nâo?
como foi vaticinado o"Observador"" morreu!
no jornal cá do burgo,já nâo houve nenhuma OBSERVAÇÂO!
vai intervir na assembleia de amanhã?
Vai perguntar ao Presid. da Junta porque deixou construir a obra do "BORGES" em cima dos PASSEIOS?

MANUEL HENRIQUES disse...

Caro Anónimo

O observador não morreu. Não faça filmes.

Sobre o resto que falou terei todo o gosto em lhe prestar esclarecimentos, mas claro, nunca a coberto do anonimato. Isso é para gentinha fraca de espírito ( o que não será o seu caso concerteza).

Cumprimentos

Anónimo disse...

Cim não faço, simplesmente constato.
O sr ,então devia-se DEMARCAR DO C I M . Não disse nada sobre o prédio da familia da sua colega Mafalda!
SE eu fosse politico ou com aspirações,teria o maior gosto em expor-me verbalmente.
Move-me simplesmente interesses pelo bem e Desenvolvimento da minha TERRA.
se algum dia penssa-se em me tornar figura pública, pode ter a certeza que eu publicaria fora do Anonimato Todos os Meus Comentários.


Os meus sinceros cumprimentos.

Anónimo disse...

Estão em sintonia clara com a politica da cãmara e qual é a vossa intervenção?

Silênciooooooooooo