11 de junho de 2011

O Observador: Notas Breves



(Publicado na Edição nº150 do Jornal Canas de Senhorim)






As Legislativas
Depois da ausência do mês passado, esta será a última crónica antes das legislativas. Nunca escondi aos leitores que me revejo na narrativa daqueles que entendiam, sobretudo nos últimos 2 anos, que Portugal caminhava para um verdadeiro abismo económico e financeiro. Espero sinceramente que estas eleições representem uma mudança de rumo. Para as pessoas e para o governo. Actualmente a sensação das pessoas é de algum alívio. O memorando de entendimento com a Troika “salvou” Portugal da bancarrota, embora a duras penas. Mas a alternativa a este acordo, no curto prazo, era não haver dinheiro para salários e reformas. Sabemos hoje que o programa de governo para o próximo triénio está estabilizado e não será determinante para a execução do mesmo ganhar o partido A ou B. O nosso voto será somente para escolher aqueles a quem reconhecemos mais competência e probidade para governar o país.
A presente edição do Jornal, ao ouvir os cabeças de lista por Viseu dos partidos representados pelo Parlamento, procura prestar um serviço de esclarecimento aos leitores para um voto mais consciente e informado.

O Concelho
Os cortes orçamentais já provocam estragos na política concelhia. Algumas das obras previstas para a nossa freguesia (Rua da Fonte da Cruz, Casa da Cultura, etc) parecem marcar passo, atrasando compromissos eleitorais (livremente assumidos). A nossa freguesia foi a que teve, em termos absolutos, os mais violentos cortes no orçamento municipal. Se é certo que o mandato ainda nem sequer chegou a meio – e é no final que os resultados devem ser julgados - os sinais não são encorajadores. As evidências de dificuldades financeiras da Câmara Municipal são causa da apreensão para todos. A oposição, apesar disso, demonstra pelo passado recente e menos recente, pouca credibilidade e caras muito gastas.
De igual forma permanece incerto o futuro do concelho de Nelas e da freguesia de Canas. O compromisso com a Troika prevê uma redução do número de autarquias locais (como aqui salientei, na edição de Julho de 2010, seria não só útil como absolutamente desejável). Esta situação é fonte de preocupações para muitos dos que dependem dos Municípios. Mas não há reformas indolores e o nosso sistema autárquico, onde populam figuras menores e concelhos sem massa crítica, deveriam ser extintos, formando unidades territoriais maiores. O mesmo se diga para as freguesias. Deverão ficar menos e as “sobreviventes” com mais meios para servir os cidadãos. Aguardamos novidades para depois das eleições.

Cultura
O último mês também foi fértil em assuntos culturais, onde os nossos conterrâneos são (justos) protagonistas.
Natália Miranda, numa edição apoiada pela Câmara Municipal de Viseu, publicou “Viseu, cidade poema” onde presta homenagem à nossa sede de Distrito, recordando lugares e tempos passados nesta cidade (enquanto estudante do Magistério Primário).
Carlos Jorge Mota Veiga publicou, com o apoio da Câmara Municipal de Nelas, um estudo denominado “Município de Nelas – Economia e Sociedade”. Num período em que estamos à beira de uma reforma do mapa autárquico a publicação deste trabalho ganha especial interesse para percebermos as forças e as fraquezas do Concelho de Nelas.
Destaque também para o Tito Mouraz que tem presentemente em exibição no Módulo - Centro Difusor de Arte, em Lisboa, o seu portofolio fotográfico “Leituras”.
Também por Lisboa, no Teatro D.Maria II, o consagrado Nuno Cardoso encena “ As três irmãs” de Anton Tchekov.
Renato Bispo e o “Grupo Prometeu” continuaram a divulgação de cinema alternativo na Casa do Pessoal da Urgeiriça o que é saudar, pela sofisticação de hábitos que por cá (tentam) introduzir.
Culturalmente Canas está bem e recomenda-se


Para qualquer dúvida, esclarecimento ou sugestão agradeço o contacto para mahenriques@sapo.pt

5 comentários:

Anónimo disse...

Está a falar de oposição que está na câmara?
Esses ainda falam, foi por intemédio da oposição PS que se soube dos cortes às obras de Canas, CORTES que a Freguesia de Canas está de acordo pelo silêncio colaboracionista.

A oposição na Câmara fez oposição, a Freguesia de Canas NÃO, aliàs estão de pedra e cal com a Cãmara.

MANUEL HENRIQUES disse...

Carissimo

Só diz isso porque não tem estado nas Assembleias ou não lê as actas.

Mesmo na última Assembleia todos lamentaram o corte nos investimentos. Incluindo o presidente da junta.

Acha que a oposição é fraca? Talvez tenha razão. Não conte é com "vendettas" pessoais contra ninguém.

Se quer uma guerra pessoal e radicalismo deveria ter ido a votos e sufragado esse programa.

Não se esqueça que o mandato tem 4 anos. A minha avaliação é feita no final do mandato.

Na Assembleia e no Jornal tenho expressado publicamente o meu desagrado sobre as politicas deste executivo. Se o meu amigo e outros derem a cara por aquilo que defendem ajudariam muito Canas. Não o fazendo, ou fazendo-o a coberto do anonimato tornam as causas e aspirações de Canas uma patetice de anónimos e chacota dos inimigos da nossa terra.

Cumprimentos

Anónimo disse...

a vida está deficil Doutor

a vossa inoperância mete dó, estamos conversados, é público a intenção de investimento da câmara,
é evidente que vos dava muito jeito a não publicação, o segredo.

A desculpa de "devia ter ido a votos", não me diz nada porque não me obriga a ir a votos, sem que com isto me seja negado o direito a comentar.

Não há vendetas, esse filme tem sido a desculpa, para uma realidade impossivel de esconder,

o CIM e os ex-Mrccs e a junta SÃO A TROYKA do desinvestimento em Canas.

Quanto às aspirações de Canas, não me faça rir,
é porventura o Dr que defende Canas? em quê? no investimento da Câmara em Canas? ou, não me diga: defende a restauração do Concelho?

defender Canas para V. Exa. é patetice?
iguais aquelas que Canas fez em tantas situações e o Sr. estava e escrevia de acordo?

Eu diria que patetice é Canas ter um investimento previsto de 5% do investimento total, contra 70 e tal por cento para Nelas, são eles que nos chamam patetas.

Fala em presidente da junta, V. exa, imagina que as pessoas ao estarem caladas não conhecem as situações,

O Presidente da Junta ACEITOU esta distribuição (disse-o numa assembleia, o Senhor não se recorda), ele e os colegas presidentes das outras juntas, votaram em sede dev assembleia Municipal os respetivos documentos,
vergonhoso aprovarem investimentos de 0,87 a 1,2 %.

Cump

Anónimo disse...

"Mister" @Manuel Henriques

escrever não custa vai da mão e da pena.Desconhece realidades, por isso evite abordá-las, passe ao lado.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Parabens ,desconheço o autor das 15:11 .

Mas só posso concluir ,de que se trata de um Verdadeiro Canense de Gema!